17 de abril de 2013

Olhar ou clicar, eis a questão...

Esse tema surgiu numa mesa de bar com colegas canetinhas na última semana. Hoje li um texto que caiu como uma luva. No site da Carta Capital, em publicação da repórter Marsílea Gombata, surgiu a história do fotógrafo Fabio Seixo.

Em uma visita ao museu do Louvre, na França, ele constatou uma intensa movimentação de câmeras e flashes em frente a Mona Lisa, obra de Da Vinci. Ali ele percebeu, num conceito geral, hoje é mais importante "provar que estive" do que o estar de fato. Isso deu origem ao seu trabalho Photoland, com retratos de várias pessoas se fotografando ao redor do mundo. No artigo, o autor do projeto discute um pouco sobre esse novo paradigma da imagem.

O texto pode ser encontrado no seguinte link: http://www.cartacapital.com.br/cultura/clicar-em-vez-de-viver-tornou-se-norma/.

17 de novembro de 2011

Whoa, Leibovitz!

"Isso é a câmera da atualidade [pega um iPhone no bolso]. (...) É um lápis, uma caneta, um bloco de anotações - é a carteira com as fotos da família."
Arte de 'What The Duck' (http://migre.me/6aOgi)

Essa é a resposta de Annie Leibovitz para a clássica pergunta 'qual câmera você recomenda?', durante entrevista para a NBC. Ela defende a multifuncionalidade e a praticidade do aparelho - apesar de reconhecer que ainda está aprendendo a utilizá-lo - enquanto tira um retrato do âncora, Brian Willians.

Aliás, ela parece bem adaptada à nova versão do iOS 5 (novo sistema operacional da Apple para iPhone, iPad e iPod Touch), que permite abrir o aplicativo da câmera em 02 toques e usar os botões de volume para um disparo imediato.

Mesmo sendo uma resposta previsível para a maioria dos fotógrafos atuais, ainda é impactante quando dita por Annie Leibovitz, não? Propaganda grátis para o iPhone 4S!

Visit msnbc.com for breaking news, world news, and news about the economy

5 de novembro de 2011

Fome de mercado

É oficial: a Canon resolve entrar para o mercado cinematográfico!

A prova disso é a nova câmera conceito, a C300. Uma câmera digital de reflexo único (DSLR) adaptada com plug para fones de ouvido, HDMI, HD-SDI, navegação por 'time code', filtros de densidade neutra (ND) no corpo da câmera, além de um sensor CMOS Super 35mm para gravação em 4K (sites especializados informam que a resolução real da câmera é de 3840 x 2160 pixels).

Durante a primeira exibição ao público do novo modelo, Martin Scorsese disse: "Essas... ferramentas que a Canon tem criado permitem uma relação muito mais próxima e intimista entre os diretores e o mundo que estão registrando, como nunca aconteceu".

Outro grande avanço é o espaço para uso simultâneo de dois cartões de memória Compact Flash - seja para dar continuidade, em caso de falta de espaço, sem interromper a gravação ou para criar uma cópia de segurança em tempo real, o usuário é quem decide.

As previsões são de que o corpo da C300 passe a ser comercializado até março do próximo ano, pela possível bagatela de U$20.000.

Abaixo, um vídeo dos bastidores do filme Möbius. Nele há depoimentos sobre o filme e, o mais importante, relatos sobre o uso dessa câmera em set!






27 de outubro de 2011

Rede Globo fora do Pan

Além da exclusividade na transmissão dos jogos Pan-Americanos de Guadalajara, a Rede Record  comprou também os direitos para a transmissão do Pan em 2015 e 2019.

Aparentemente a Rede Globo não foi convidada para participar da concorrência feita pela Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa).

A nota é da coluna de Lauro Jardim, do Radar On-line.

7 Billion affect you?

Partindo dos dados de que a população dobrou nos últimos 43 anos e que continuará crescendo até, pelo menos, a metade do século XXI, a organização das Nações Unidas surgiu com uma pergunta: "How does the world's population reaching 7 BILLION affect you?" (Como a população mundial atingindo os 7 bilhões pode afetá-lo?).

Com uma calculadora virtual, o hotsite 7 Billion and me foi lançado nessa semana para dar a dimensão da coisa. Ele consegue informar 'quantas pessoas já nasceram antes de você', 'quantas viviam quando você chegou' e 'quantos vieram depois de você'.

Os resultados são bastante detalhados sobre o crescimento na sua cidade, continentes, áreas rurais e urbanas e até sobre o número de jovens e idosos, sempre com o seu nascimento como divisor de águas [antes de/depois de].

Bateu a curiosidade, né?
:)
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26 de outubro de 2011

Força enlatada

O trabalho de encaixotar vários brutamontes do Rugby numa caixa reforçada de vidro é do fotógrafo John Ross, para a agência inglesa Rosie Lee. Uma forma diferente de fazer fotografia esportiva e registrar a força dos atletas fora de campo.






Oportuno, com a Copa do Mundo de Rugby nesse ano, não?
Para ver mais fotos do ensaio, é só conferir a matéria da Revista Zupi.

24 de outubro de 2011

Momento do epifania alheia (2)

‎"Isso é o que importa, o amor. Não só o amor carnal, mas o amor simplesmente." 
(Henry Cartier-Bresson, sobre a fotografia e sobre a vida)

Momento do própria epifania


Intensidades que nem a fotografia é capaz de conter.

12 de agosto de 2011

Orgulho candango

‎"Que os homens de amanhã que aqui vierem tenham compaixão dos nossos filhos e que a lei se cumpra" (José Silva Guerra - 22/4/59).
Essa mensagem é prova atemporal da esperança aqui depositada por uma nação e da cumplicidade intimista com essa cidade nascida sem acaso. Cumplicidade essa que vem desde os candangos - brasilienses por escolha - mas que espalha frutos nos filhos dessa Capital.

Esse meu saudosismo veio com a notícia de mensagens encontradas no Congresso Nacional, sobre a Câmara dos Deputados (veja a galeria de imagens do Correio Braziliense), deixada por operários que ergueram o lugar. Elas completaram 01 ano no dia em que a cidade completava 01 dia de vida. Como não ter um sentimento de fé com um trem desse?!?

Brasília, sua linda! ♥

10 de agosto de 2011

Referência

Navegando pela web, encontrei um blog com ótimas dicas e referências de luz em fotos da Annie Leibovitz - as peças de divulgação para a Disney, por exemplo. Fica a dica.

12 de junho de 2011

Momento da epifania alheia

"Descobrimos que um dos elos mais fortes entre nós eram perguntas relativas ao aspecto moral do que fazemos: quando é que você aperta o botão do obturador e quando você deixa de ser fotógrafo? Descobrimos que a câmera nunca foi um filtro que nos protegia do pior que testemunhávamos e fotografávamos. Pelo contrário: parece que as imagens ficaram impressas não só em nossos filmes, mas também em nossas mentes."

(Greg Marinovich, "O Clube do Bangue Bangue - Instantâneos de uma Guerra Oculta")

24 de março de 2011

Contos e contagens

Contar o tempo contido de uma semana;
Contar os dias para o sonhado embarque ao Rio;
Contar os fragmentos de tempo clicados do último ano;
Contar as atualizações para um notebook recém formatado;
Contar as páginas para o fim de um livro 'quase lido';
Contar com os dedos os tempos do som de Norah;
Contar as minhas saudades ao vento;
Contar outras vidas na minha história...

Contar o que desejo para dias azuis.

15 de dezembro de 2010

Atualização de vida

Insônia. Chuva na janela. Lenine toca ao fundo. Uma coberta. Um notebook no colo. Esse é o cenário para esta publicação. Informo que 2010 tem sido um ótimo ano, que não sou mais um estagiário, que ainda sou um comunicador-em-enroladíssimo-processo-de-graduação e que me promovi a 'freela com registro profissional' - o que tem me proporcionado experiências inacreditáveis.

Li os posts que escrevi - já se foram três: e nenhum indispensável, aliás, mas vi que aprendi na pele uma resposta:
"(...) Fotojornalistas são realmente insensíveis por já terem se sensibilizado demais ou simplesmente ignoram o que sentem só para ter o trabalho feito?" (em 03/08/09).

Depois de 'intensa pesquisa empírica', percebo que não é (somente) para se ter o trabalho feito, mas é auto-preservação. Depois de registrar intensamente vários homicídios, acidentes, apreensões, tiroteios, greves e hospitais lotados nos dois últimos anos, passei a entender que as cenas que antes eram absurdas no ínicio de tudo já se tornaram "tudo novo de novo" [parafraseando Paulinho Moska]. Passei a entender então que a repetição caleja e que a câmera é um limitador, que separa o acontecimento à frente e a vida alheia do profissional por trás dela. É isso.

12 de fevereiro de 2010

Em resposta a...

Recebi um tweet que me indagou - de certa forma - sobre o que acho dessa atual fase de Brasília. E optei por montar este post porque um tweet de 140 caracteres não me dão voz suficiente, não nesse caso ao menos.

"Vc acha q Brasília merecia essa humilhação pública? Mané festa de 50 anos começou, zé! Aliás... tu é parente do governador?" (@dopedrinhobello)

Então... Acho que podemos discutir o sentido de "humilhação pública".

Essa é uma situação em que medidas vieram com grande atraso, mas que escreve um capítulo inédito na história do país. Vejo muito claramente que essa "humilhação pública" não é (ou ao menos não deveria ser) dirigida à cidade, mas apenas contra seus governantes que vem realizando diversas transações ilícitas de vários âmbitos ao longo de seus mandatos - e não me refiro apenas ao atual governador.

Acho que a grande humilhação pública que Brasília sofreu foi a falta de respeito ao ter dois dos relógios da contagem regressiva para a comemoração incendiados no coração da cidade - e sim: me doeu fotografar esse ato para um jornal local e constatar a falta de respeito do cidadão. Também dói ver que a história candaga se perde a cada dia por falta de uma preservação adequada.

Essa semana, vi pela primeira vez uma postura política ser adotada explicitamente pelo cantor Roberto Carlos, quando o mesmo se recusou a cantar na comemoração dos 50 anos de Brasília por não querer nenhuma espécie de envolvimento com o governo local.

Por isso afirmo: o que vi acontecer hoje com a prisão do governador de Brasília é um novo capítulo na história do país, como ato de intolerância às ações que vêm manchando o nome dessa bela cidade. Vejo como tentativa de fazer com que a impunidade - sempre tão presente na nossa história política - deixe de existir e ainda como uma tentativa de mudança, para que a Brasília dos próximos 50 anos não seja parecida com essa em que vivemos hoje.

Se 'humilhação pública' se referir a constante ridicularização por conta da impunidade presente no centro do poder: Não, nem Brasília e nenhuma outra cidade deveria passar por isso.

Agora se 'humilhação pública' se referir às festas em bares da cidade por ver atrás das grades um dos responsáveis por transformar a capital em motivo de piada: Sim, o aniversário de Brasília é o momento mais oportuno para que haja renovação.

Sobre a última pergunta feita por @dopedrinhobello, digo que nem toda Silva é Xica e nem todo Arruda é José Roberto. Entre tantos Silvas, Souzas e Santos, Arrudas e Pereiras são comuns. Posso afirmar que das 04 últimas gerações de minha família, nenhuma delas vem de Minas Gerais ou tem motivos pra chorar o panetone derramado.

3 de agosto de 2009

Desabafo

Ainda me sinto um invasor quando tenho que registrar particularidades exclusivamente alheias - por mais bonito que apareça num jornal. Que Deus me ajude a não dizer "Notícia boa é notícia ruim".

Uma grande dúvida/dualismo interior:
Fotojornalistas são realmente insensíveis por já terem se sensibilizado demais ou simplesmente ignoram o que sentem só para ter o trabalho feito?